Qualidade da água nos processos da CME
Sanders do Brasil
21 de Março, 2023

Protocolo de Qualidade da Água na CME

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Equipamentos Médicos | Excelência Hospitalar

Pronto para transformar seus processos de esterilização?

A qualidade da água utilizada no enxágue na CME é fundamental. Conheça os parâmetros que devem ser utilizados para definir o protocolo e garantir a segurança do processamento.

A Água como Recurso

Aproximadamente 70% da superfície terrestre é coberta por água, sendo 97,5% salgada e apenas 2,5% doce. Da água doce disponível: 68,9% em geleiras e calotas polares, 29,9% em águas subterrâneas e 0,3% em rios e lagos. O Brasil detém a maior reserva de água doce do planeta (13,7%).

A qualidade da água varia conforme sua origem geográfica. Diferentes tipos de água requerem características pré-determinadas para serem classificados adequadamente.

Regulamentação Legal — RDC 15/2012

Artigo 68

O enxágue deve usar "água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica". Para cirurgias de implantes ortopédicos, oftalmológicos, cardíacas e neurológicas, exige-se água purificada.

Artigo 74

CMEs Classe II devem realizar monitoramento e registro da qualidade da água, incluindo medição de:

  • Dureza
  • pH
  • Íons cloreto
  • Cobre
  • Ferro
  • Manganês
  • Carga microbiana

Parâmetros de Referência

  • Portaria GM/MS 888/2021: Fornece diretrizes específicas sobre qualidade da água para uso em processos de esterilização.
  • Farmacopéia Brasileira – 6ª Edição: Estabelece padrões técnicos para diferentes tipos de água utilizados em processos farmacêuticos e hospitalares.
  • AAMI TIR 34 (2007 e 2014): A Association for the Advancement of Medical Instrumentation fornece recomendações técnicas internacionais para processamento de materiais médicos.
  • NBR ISO 17.665-2/2013: Especifica valores limite recomendados para contaminantes na água de abastecimento de lavadoras termodesinfectoras.

Critérios Importantes para o Protocolo

  • Conhecer normas aplicáveis: Consultar orientações da ANVISA e autoridades sanitárias competentes.
  • Estabelecer padrões de potabilidade: Incluir pH, turbidez, cloro residual e ausência de contaminantes químicos e biológicos.
  • Realizar análises laboratoriais: Coleta regular de amostras para verificar conformidade com padrões.
  • Considerar natureza dos materiais: Alguns materiais médicos exigem níveis mais restritos de contaminantes.
  • Acompanhar diretrizes dos fabricantes: Seguir rigorosamente recomendações de equipamentos de esterilização.
  • Definir monitoramento contínuo: Estabelecer periodicidade de análises, limpeza e testes de verificação.
  • Capacitar a equipe: Treinar profissionais sobre importância e execução do protocolo.

Conclusão

Não é só enxaguar. A definição dos parâmetros para protocolo de qualidade da água é fundamental para garantir a segurança e a eficácia dos procedimentos realizados na CME. Um protocolo bem definido e atualizado, incluindo medidas de manutenção, tratamento e testes regulares, oferece ambiente confiável e livre de riscos.

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