Etapas do processo de limpeza na CME parte 1
Sanders do Brasil
7 de Agosto, 2023

Processo de Limpeza na CME: O quão limpo é limpo? PARTE I

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Equipamentos Médicos | Excelência Hospitalar

Pronto para transformar seus processos de esterilização?

No artigo de hoje falaremos do processo de limpeza e o quanto conseguimos padronizar esse processo, tornando-o o mais seguro possível. Para isso, começaremos a falar da classificação de Spaulding.

Classificação de Spaulding

Para ajudar os profissionais a escolher as melhores estratégias de limpeza e desinfecção para materiais hospitalares, H. E. Spaulding desenvolveu um método de classificação de itens de acordo com o risco de infecção do paciente em 1968.

Os itens utilizados nos serviços de saúde são divididos em três categorias de acordo com o grau de risco de infecção do paciente: crítico, semicrítico e não crítico. Esta classificação orientará a seleção do processo de desinfecção ou esterilização a ser utilizado.

A Importância da Limpeza

A limpeza é a etapa mais importante no processamento. Independente do tipo de dispositivo médico e processamento, todos os dispositivos devem primeiramente passar pela etapa de limpeza.

Essa etapa reduz em até 99,99% a presença de microrganismos.

Área de Recepção e Limpeza

A área de recepção e limpeza de instrumentos cirúrgicos na CME é responsável por receber, inspecionar e preparar os materiais utilizados nas intervenções médicas. A qualidade e eficiência nesse estágio desempenham um papel crucial na prevenção de infecções e na garantia da segurança dos pacientes.

Veja o que a RDC 15/2012 pede em relação da área:

  • CME tipo I – Barreira técnica entre a área suja e limpa
  • CME tipo II – Barreira física entre a área suja e limpa

Em relação à estrutura, a RDC15 pede:

  • Instalação de equipamentos
  • Bancadas para conferência
  • Pistolas de ar e água
  • Recipientes para descarte de perfurocortantes e resíduos biológicos
  • Climatização (CME classe II): temperatura ambiente entre 18° e 22°C, vazão mínima de ar total de 18,00 m³/h/m², manter um diferencial de pressão negativo

Segurança na Área de Limpeza

No processo de limpeza é onde ocorrem os maiores riscos de acidentes com os profissionais de enfermagem. A prática da limpeza manual expõe os profissionais a produtos químicos, respingos, umidade e riscos de contaminação biológica com materiais perfurocortantes. Portanto, é essencial que sua segurança seja protegida por meio de:

  • Avental Impermeável manga longa
  • Luva de borracha cano longo
  • Óculos de Proteção ou Protetor Facial
  • Protetor Auricular
  • Máscara (N95/PFF2) ou similar
  • Calçado fechado, impermeável e antiderrapante

Qualidade da Água

RDC 15 de 2012, Art. 68: O enxágue dos produtos para saúde deve ser realizado com água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica.

Parágrafo único: O enxágue final de produtos para saúde críticos utilizados em cirurgias de implantes ortopédicos, oftalmológicos, cirurgias cardíacas e neurológicas deve ser realizado com água purificada.

Art. 74: O CME Classe II e a empresa processadora devem realizar o monitoramento e registro, com periodicidade definida em protocolo, da qualidade da água, incluindo a mensuração da dureza da água, pH, íons cloreto, cobre, ferro, manganês e a carga microbiana nos pontos de enxágue da área de limpeza.

Conclusão

A padronização no processo de limpeza no Centro de Material e Esterilização é uma abordagem essencial para garantir a qualidade, segurança e eficiência das atividades realizadas nesse ambiente tão crítico para a saúde dos pacientes.

No próximo post continuaremos falando sobre a padronização no processo de limpeza, veremos sobre os tipos de detergentes, acessórios para limpeza, ciclo de Sinner e muito mais.

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