Gestão de OPME em hospitais e clínicas
Sanders do Brasil
23 de Outubro, 2023

Como Fazer a Gestão de OPME: Riscos, Regras e Responsabilidades

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Equipamentos Médicos | Excelência Hospitalar

Pronto para transformar seus processos de esterilização?

No artigo de hoje falaremos sobre o setor de OPME dentro do CME. Vamos falar sobre o papel fundamental que ele desempenha, sobre a gestão e suas responsabilidades.

O setor OPME abrange uma ampla gama de dispositivos médicos, incluindo órteses, próteses e materiais especiais. Esses dispositivos desempenham um papel crucial em procedimentos médicos e cirúrgicos, contribuindo para o diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes.

Os Princípios da Gestão de OPME

  • Segurança do paciente – Seguir as metas internacionais de segurança do paciente: identificar os pacientes corretamente, melhorar a comunicação efetiva, melhorar a segurança de medicamentos de alta vigilância, assegurar cirurgias com local, procedimento e paciente corretos, reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde e reduzir o risco de lesões ao paciente.
  • Eficiência operacional – A eficiência deve ser pensada em vários aspectos, desde a eficiência de processamento do material até a eficiência de entrada e saída do mesmo.
  • Redução de desperdício e variedade – Gerir corretamente o desperdício dos materiais.
  • Relações harmoniosas – Ter relações harmoniosas não somente com os colegas do setor, mas também com os fornecedores.
  • Eliminação do risco de glosas/atrasos do faturamento – Evitar sempre as glosas para que não gere desperdício de recursos financeiros.
  • Confiança – É muito importante que se tenha confiança de toda estrutura desde o recebimento até a entrega para o paciente.

Gerenciando a Operação

A Gestão deve ser direcionada à cadeia que envolve o OPME. Desde a busca pelos melhores fornecedores até seu uso nos diversos procedimentos.

As atividades na gestão incluem: agendamentos, negociações, logística de uso e distribuição, gerenciamento de estoque e armazenamento.

Para ter uma eficiência no processo esta gestão deve envolver uma equipe multiprofissional com visões e aptidões complementares ao processo — equipe ADM, equipe assistencial, equipe de autorizações, órgãos reguladores, distribuidores, fornecedores e pacientes.

Responsabilidade

A responsabilidade é compartilhada? Veja o que fala a RDC 15:

  • RDC nº 15, Art. 6º A responsabilidade pelo processamento dos produtos no serviço de saúde é do Responsável Técnico.
  • Art. 33 Compete ao Responsável Técnico do serviço de saúde e ao Responsável Legal da empresa processadora: Definir o prazo para recebimento pelo CME dos produtos para saúde que necessitem de processamento antes da sua utilização e que não pertençam ao serviço de saúde.

Já na RDC nº 665 de 30 de março de 2022 (Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos), conclui-se que a responsabilidade é sim compartilhada. Ela traz vários gatilhos a serem acionados para que o produto chegue com qualidade na unidade de saúde. Portanto, também é responsabilidade do distribuidor fornecer um material seguro.

Gestão de OPME

A gestão de OPME vai variar de acordo com a necessidade dos procedimentos cirúrgicos e perfil dos enfermos da instituição (ex.: hospital de traumatologia, hospital infantil, hospital cardiológico).

A fase vital do gerenciamento do OPME é desenhar todo o processo, criando formas de rastrear todas as etapas o qual material for submetido, podendo ser tecnologicamente ou manualmente através de uma folha de verificação.

Estratégia

O fornecimento de materiais deve levar em consideração as especificações técnicas e os parâmetros mínimos de desempenho e qualidade das OPME. No planejamento devem ser consideradas:

  • Logística de Fornecimento – Não adianta ter um fornecedor de qualidade, com preço bom, mas ser muito distante e não conseguir entregar o material em tempo hábil.
  • Revisão e atualização de portfólio – Fazer a revisão periodicamente.
  • Tecnologias Necessárias – Ficar atento às novas tecnologias.
  • Necessidades do Corpo Clínico – Todas as necessidades do corpo clínico devem ser atendidas.

Gestão de Fornecedores

Na gestão de fornecedores, é preciso ter uma boa comunicação para estruturar os processos e estabelecer uma boa estratégia. Saber gerir essa relação acaba vindo de encontro com a redução de riscos. Um bom gestor que tem uma boa comunicação com seu fornecedor desde o momento da cotação, autorização, agendamento de entrega e recebimentos consegue manter seus processos eficientes.

Para garantir que os critérios de qualidade serão atendidos, é possível utilizar o SLA (Service Level Agreement) — Acordo de Nível de Serviço. Esse é um contrato firmado entre as partes envolvidas que determina quais são as responsabilidades de cada um em relação aos serviços contratados.

Rastreabilidade

A rastreabilidade é uma das formas de saber se os SLAs estão sendo cumpridos. Ela tem o sentido de ter um histórico de processo (onde ele nasce e onde ele termina). O sentido de ter este controle é conseguir avaliar os processos já realizados de forma assertiva, trazendo benefícios como:

  • Minimiza os custos, tornando o processo mais eficaz
  • Permite a ação orientada para prevenir a recorrência
  • Auxilia no diagnóstico do problema, passando a responsabilidade quando pertinente
  • Promove a confiança do cliente e proteção de marca
  • Otimiza a eficiência da produção e controle de qualidade

O que fala a RDC 15 sobre a Rastreabilidade:

  • Art. 83 É obrigatória a identificação nas embalagens dos produtos para saúde submetidos à esterilização por meio de rótulos ou etiquetas.
  • Art. 85 O rótulo de identificação da embalagem deve conter: nome do produto, número do lote, data da esterilização, data limite de uso, método de esterilização e nome do responsável pelo preparo.

Conclusão

  • A gestão de OPME se torna cada vez mais uma competência a ser lapidada nos serviços de saúde, devido sua complexidade, tecnologia, variedades e valores.
  • A rastreabilidade, manejo, entendimento e fluxos são partes fundamentais do processo para garantir a segurança dos pacientes.
  • Adotar boas práticas se mostra um investimento não apenas financeiro, mas também em ganho de eficiência operacional, reduz desperdícios e dá segurança aos pacientes e clientes.
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