Preparação de materiais para esterilização na CME
Sanders do Brasil
7 de Novembro, 2023

Preparo de Materiais na CME

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Equipamentos Médicos | Excelência Hospitalar

Pronto para transformar seus processos de esterilização?

Processo de Preparo

Após o processo de limpeza o próximo processo no fluxo de materiais dentro do CME é o PREPARO. O objetivo do preparo é evitar falhas mecânicas e funcional no instrumental, mediante secagem, inspeção, preparo e embalagem adequada para o processamento dos PPS. Garantir que a segurança do paciente em sua jornada hospitalar sejam executadas de forma assertiva em todas as etapas.

O processo de preparo envolve as seguintes etapas: Secagem, Inspeção, acondicionamento os artigos para esterilização, embalagem e identificação.

Secagem

Após a limpeza detalhada, os instrumentos passam pela etapa de secagem. A secagem é essencial para remover completamente a umidade dos materiais, já que a presença de umidade pode comprometer a eficácia do processo de esterilização. A umidade residual pode favorecer o crescimento de micro-organismos e interferir na esterilização adequada.

O que pede a norma:

Art. 70 O CME Classe I deve dispor de ar comprimido medicinal, gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo para secagem dos produtos.

Dicas

  • Secar os instrumentos adequadamente antes de serem embalados
  • Opte sempre pelo uso de toalhas de papel ou não tecido, de preferência que não solte resíduos
  • Utilize a secagem automatizada em secadoras, quando disponível na instituição

Inspeção

A inspeção do material é um passo crítico para identificar qualquer resíduo, sujidade ou danos que possam ter passado despercebidos. Profissionais de saúde examinam minuciosamente cada instrumento, verificando se todas as partes estão completamente limpas e em boas condições. Itens que não atendem aos padrões de limpeza ou que apresentam danos são encaminhados para novas etapas de limpeza ou reparo.

Principais Pontos de Inspeção

  • Trincas ou fissuras
  • Deformações
  • Presença dos parafusos de fixação
  • Sinais de desgastes e fadiga
  • Superfícies e articulações: presença de manchas e pontos de corrosão
  • Micro pinças e instrumentos delicados e finos: uso de lupa intensificadora de imagem ou microscopia eletrônica
  • Materiais para reparos ou sem condições de uso, devem ser segregados

Lubrificação

Após o processo de limpeza os instrumentais devem ser inspecionados criteriosamente. Na presença de sujidade ou resíduos, retornar para o processo de limpeza e registrar a ocorrência da maneira adequada. Caso haja itens danificados, deve-se imediatamente notificar o enfermeiro.

Se houver indicação quanto a lubrificação dos instrumentais, deve-se optar por lubrificantes de gotejamento ou spray, a aplicação deve ser de 1 ou 2 gotas somente nos cabos, roldanas e pinos de rotação dos instrumentais.

Inspeção de Materiais Complexos

PPS Complexos: Produtos para saúde que possuem lúmem inferior a 5mm ou fundo cego, espaços internos inacessíveis para fricção direta, reentrâncias ou válvulas.

Para esse tipo de material, é necessário implementar técnicas complementares além da inspeção visual, como por exemplo:

  • Teste Químico (ATP)
  • Boroscópio
  • Escovas de inspeção

Cuidados no Preparo

  • Não embalar instrumentos molhados e com resíduos de matéria orgânica
  • Não misturar instrumentos com corrosão avançada e instrumentos cromados com os que estão íntegros
  • Rotina de lubrificação das articulações dos instrumentos
  • Lubrificantes adequados e compatíveis com o processo de esterilização

Preparo e Acondicionamento

Nesta etapa, os instrumentos passam por um acondicionamento cuidadoso, garantindo que sejam organizados de forma que permita a eficácia da esterilização. A disposição dos artigos deve permitir que o agente esterilizante alcance todas as partes dos instrumentos.

Importante:

  • Os instrumentais devem ser acondicionados de modo que não ultrapasse 80% da capacidade do recipiente
  • Instrumentais delicados e pontiagudos, deve-se utilizar protetor
  • Instrumentais côncavos como cúpula rim, deve-se acondicionar virado para baixo
  • Não ultrapassar o peso estipulado no protocolo
  • As caixas devem ser perfuradas inclusive nas tampas
  • Utilizar tapetes de silicone
  • Utilizar forro absorvível no fundo das caixas
  • Instrumentais mais pesados sempre embaixo dos mais leves

Embalagem

A embalagem protege os materiais da recontaminação após a esterilização e preserva sua integridade durante o armazenamento e transporte. É importante escolher embalagens apropriadas para o tipo de esterilização utilizada.

Tipos de Embalagens

Reutilizáveis:

  • Tecido de algodão
  • Estojos metálicos
  • Container Rígido

Descartáveis:

  • Papel Grau Cirúrgico
  • Papel Crepado
  • SMS
  • TYVEK

Identificação

Todo material embalado, mesmo que passível de visualização, deve ser devidamente identificado. A identificação dos PPS após o preparo e processamento é obrigatória.

Informações que devem constar na identificação:

  • Nome do Produto
  • Número do Lote
  • Data da Esterilização
  • Data limite de uso
  • Método de esterilização

Conclusão

O processo de preparo de materiais no CME é uma parte crítica do sistema de saúde, tendo um impacto direto na segurança do paciente e na prevenção de infecções hospitalares. A secagem minuciosa dos materiais previne a proliferação de microrganismos e favorece a eficácia do processo de esterilização. A inspeção rigorosa garante que os instrumentos estejam completamente limpos e isentos de danos antes da esterilização. O acondicionamento adequado, aliado à organização criteriosa dos artigos, contribui para a esterilização uniforme. A embalagem protege contra a recontaminação e a identificação adequada dos materiais permite a rastreabilidade.

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