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FLUXO DE MATERIAIS NO CME

Neste post, exploraremos os processos complexos e meticulosos que ocorrem dentro de um Centro de Material e Esterilização. Desde a chegada dos instrumentos sujos até a entrega dos mesmos, prontos para uso, você descobrirá as etapas fundamentais que garantem a segurança do paciente e a eficiência dos serviços de saúde.

RECEBIMENTO

A primeira etapa do processo é o recebimento. No recebimento é feita a inspeção do material sujo recebido. Nesta etapa verifica-se a integridade do material e sua funcionalidade. Em CMEs com sistema de rastreabilidade, nesta etapa é registrada a “entrada do material” na CME.

LIMPEZA

A limpeza é a principal etapa do processamento de artigo, nela é feita a remoção de sujidades (biofilme), remoção ou redução de microorganismos e a remoção ou redução de substâncias pirogênicas.

É nessa etapa onde será realizada a limpeza dos artigos que chegam com sujidades como sangue, secreções e excreções. Este processo pode ser manual, isto é, realizado por fricção com escovas e soluções adequadas como detergentes ou pode ser automatizada, realizado por lavadoras como a ultrassônica e termodesinfectora, por exemplo.


. Limpeza de Materiais Canulados

Art 67 – Parágrafo único. Para produtos cujo lúmen tenha diâmetro inferior a 5 mm é obrigatório que a fase automatizada da limpeza seja feita em lavadora ultrassônica, com conectores para canulados que utilize tecnologia de fluxo intermitente.

Art 69 – O CME Classe II e a empresa processadora devem utilizar pistola de água sob pressão para limpeza manual de produtos com lúmen e ar comprimido medicinal, gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo para secagem dos produtos.

PREPARO/EMBALAGEM

 

O processo de preparo envolve 3 etapas: Secagem, acondicionamento os artigos para esterilização e embalagem.

 

1.Secagem: remoção da umidade.

A secagem dos materiais podem ocorrer através de ar comprimido (tratado) e/ou nitrogênio, tecido de algodão ou estufas.

2.Acondicionamento dos artigos para esterilização:

 

Os artigos devem ser acondicionados em bandejas, caixas de inox e/ou conteiners ou avulsos.

.

3. Embalagem

 

A embalagem tem como finalidade a manutenção da esterilidade, proteção para transporte e armazenagem e para providenciar a transferência asséptica dos artigos.

Existem 3 tipos de embalagens, conforme abaixo:

 

Primeira geração: base de celulose

Segunda geração: celulose com reforço de fibras sintéticas;

Terceira geração: celulose com fibras sintéticas e fibras sintéticas externas

Quanto ao sistemas de embalagens, também existem 3 tipos:

• Primário: apenas um sistema de barreira estéril;

• Secundário: dois sistemas de barreira;

• Terciário ou cover bag: acrescento após a esterilização um terceiro invólucro (não tem a necessidade de ser estéril)

 

Veja alguns exemplos:

ESTERILIZAÇÃO

 

A esterilização é o processo-chave no CME. Existem diferentes métodos utilizados, como a esterilização a vapor (autoclave), óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio e radiação (explicaremos melhor alguns deles abaixo). Cada método tem suas particularidades e é escolhido de acordo com os materiais e instrumentos a serem esterilizados. O objetivo é eliminar microrganismos patogênicos, garantindo a segurança do paciente.

 

1. Vapor saturado sob pressão:

Considerado mais seguro que realiza a redução de microrganismos dos artigos, utilizando o calor e umidade para provocar a termocoagulação de suas proteínas.

Processo: remoção do ar do pacote, injeção de vapor saturado, secagem em ciclos repetitivos

 

2. Peróxido de hidrogênio:

Reduz o número de microrganismo através de ligações iônicas com as moléculas dos microrganismos;

Baixa temperatura – 52ºC. Ideal para artigos termosensíveis e permite o processamento local;

Equipamento permite uma eficiente vigilância do ciclo de esterilização, processo de limpeza e secagem;

Baixa penetração em artigos com lúmen menor que 1 mm e cumprimento maior que 45 cm e fundo cego.

 

Óxido de etileno:

Altamente tóxico e explosivo;

Alta penetração em lumens estreitos e fundos cegos;

Baixa temperatura;

Tendência de deixar resíduos tóxicos (etilenoglicol e etileno cloridrina);

Carcinogênicos, teratogênico

 

MONITORAMENTO

A etapa de monitoramento envolve a verificação e controle dos processos de esterilização. São realizados testes de indicadores químicos e biológicos para assegurar a eficácia da esterilização. Indicadores químicos mudam de cor quando expostos ao processo de esterilização, enquanto os biológicos utilizam organismos vivos para verificar a eficiência da esterilização.

 

Art. 26 Dispor de um sistema de informação manual ou automatizado com registro do monitoramento e controle das etapas de limpeza, desinfecção e esterilização.

parágrafo único. Os registros de monitoramento devem ser arquivados de forma a garantir a rastreabilidade.

Art. 100 A área do monitoramento do processamento de produtos para saúde deve dispor de sistema para guarda dos registros.

 

ARMAZENAMENTO

E por ultimo, uma vez esterilizados e monitorados, os materiais e instrumentos são armazenados em condições adequadas até que ocorra a distribuição aos setores.

O CME deve contar com sistemas de prateleiras, armários e gavetas específicos para acomodar os itens de forma organizada, evitando danos e mantendo a rastreabilidade. O controle de validade dos materiais também é essencial para garantir a segurança e a qualidade. Além disso, as condições ambientais do local são de grande importância para a garantia da manutenção da esterilidade do produto.

 

Art. 101 Os produtos esterilizados devem ser armazenados em local limpo, seco, sob proteção da luz solar direta e submetidos a manipulação mínima.

*Os armários ou estantes devem ficar no mínimo: 05 cm distante da parede / 20 cm acima do piso / 45 cm abaixo do teto.

CONCLUSÃO

 

Através de um fluxo de materiais bem planejado e organizado, o CME pode otimizar suas operações, melhorar a eficiência, reduzir erros e minimizar o risco de contaminação cruzada.

Ao estabelecer áreas designadas e fluxos de trabalho bem definidos, o CME pode garantir que cada etapa seja executada corretamente, evitando a mistura de instrumentos limpos e sujos e reduzindo o risco de erros na identificação e rastreabilidade. Além disso, o uso de equipamentos especializados, como lavadoras ultrassônicas e termodesinfectoras, contribui para uma limpeza eficaz e padronizada dos instrumentos.

Em resumo, o fluxo de materiais dentro de um CME desempenha um papel essencial na garantia da qualidade e segurança dos instrumentos médicos. Ao estabelecer um fluxo eficiente, organizado e padronizado, o CME pode otimizar suas operações, minimizar riscos, aumentar a produtividade e fornecer instrumentos esterilizados confiáveis para suporte aos procedimentos clínicos.

Lembre-se de que cada CME pode ter suas particularidades e requisitos específicos, por isso é importante adaptar o fluxo de materiais de acordo com as necessidades locais e as diretrizes regulatórias. O aprimoramento contínuo e a busca pela excelência são fundamentais para garantir a eficiência e segurança no fluxo de materiais dentro do Centro de Materiais e Esterilização.

 

 

 

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