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MÉTODOS FÍSICOS AUTOMATIZADOS DE DESINFECÇÃO

Como falamos em nossa última publicação, o tema desta semana será a MÉTODOS FÍSICOS AUTOMATIZADOS DE DESINFECÇÃO, fique conosco, nos acompanhe nas redes sociais e em nosso blog: https://sandersdobrasil.com.br/blog/



MÉTODOS FÍSICOS AUTOMATIZADOS DE DESINFECÇÃO


Ao indicar um material para ser submetido à desinfecção física, verificar se o mesmo suporta a temperatura do processo, sem ocasionar danos. Optar, sempre que possível, por aquisição de materiais semicríticos termorresistentes.


LAVADORAS TERMODESINFETADORAS


Consistem em equipamentos que realizam a limpeza e a desinfecção de vasta gama de produtos: instrumentos cirúrgicos, utensílios diversos (cubas, cúpulas, frascos, bacias), acessórios de assistência respiratória e de anestesia, dentre outros.

Lavam por meio de jatos de água sob pressão e turbilhonamento, associados a detergentes não espumantes.

De maneira geral, a limpeza dos produtos para saúde nas lavadoras termodesinfectoras acontece por meio de hastes de pulverização, que utilizam água sob pressão, associadas ao efeito do detergente para auxiliar no desprendimento da sujidade. Para tanto, há suportes específicos (racks) ajustados à conformação dos produtos que visam garantir o alcance da água sob pressão nas superfícies externas e internas. Os ciclos de limpeza e termodesinfecção são:


1. Pré-limpeza: nessa fase, as superfícies interna e externa dos produtos são expostas a um jato de água fria sob pressão, com o objetivo de remover o excesso de resíduos orgânicos e inorgânicos;

2. Limpeza: é realizada com água em temperaturas que, em geral, variam de 40 a 60ºC pelo período de 5 min, mediante detergente que não produza espuma, de pH neutro ou alcalino. No Brasil, os detergentes enzimáticos, comumente utilizados, devem atender às determinações da RDC nº 55 da ANVISA, de 2012;

3. Neutralização: esta fase deve ocorrer quando o serviço de saúde optar pelo uso de detergente alcalino. Nesse caso, devem-se acrescentar neutralizantes ácidos à água para auxiliar na remoção dos resíduos de detergente e evitar a formação de depósitos de sais;

4. Enxágue: feito com água quente ou fria sem aditivos. De acordo com a RDC nº 15 da ANVISA, de 2012, esta fase requer água purificada para o enxágue de produtos críticos empregados em cirurgias de implantes ortopédicos e oftalmológicos, cirurgias cardíacas e neurológicas. Etapas adicionais de enxágue podem ser programadas, por exemplo, para o instrumental oftalmológico e ortopédico;

5. Desinfecção térmica: deve ocorrer com água purificada em temperaturas que variam entre 80 e 95ºC, com tempo de exposição calculado com base no A0 (A zero) requerido;

6. Secagem: realizada de forma controlada pela lavadora termodesinfectora ou por secadoras próprias para produtos para saúde.


O controle da qualidade da água é necessário nas etapas do ciclo. A Association for the Advancement of Medical Instrumentation (AAMI), dos Estados Unidos da América, determina a qualidade de água para o processamento de produtos para saúde e recomenda o controle de bactérias, endotoxinas, carbono orgânico total, pH, dureza, resistividade, sólidos dissolvidos totais, cloreto, ferro, cobre, manganês, cor e turbidez, pois esses fatores podem ocasionar corrosão no instrumental cirúrgico, danificar equipamentos, diminuir a atividade de detergentes e provocar reações tóxicas nos pacientes (AAMI, 2007).


Uma programação de monitoramento da água que abastece a lavadora termodesinfetadora deverá ser realizada para medir a pureza química, a temperatura, a pressão de alimentação, a contaminação microbiológica, entre outros fatores, em frequência recomendada pelo fabricante do equipamento. Para que todas as fontes de contaminação sejam monitoradas, sugere-se que o ponto de coleta seja o mais próximo possível da entrada da lavadora (ABNT, 2013).

Podem ser programadas para executar diversos ciclos, atendendo às necessidades e às características dos produtos dos serviços de saúde. Por exemplo, podem ser estabelecidos ciclos de limpeza mais longos para instrumentos com sujidade pesada, ciclos sem secagem, ciclos para limpeza e desinfecção de utensílios ou ciclos sem a fase de desinfecção (SOBECC, 2017).


Os artigos complexos, como os de lúmens estreitos, não devem ser limpos por este método, salvo orientações explícitas do fabricante do equipamento e do artigo, pois os jatos de água normalmente não são suficientes para adequada remoção de sujidade destas superfícies. Para estes artigos, é melhor utilizar limpeza manual seguida de lavadora ultrassônica (BERGO, 2006). Os artigos não imersíveis ou com fibras ópticas não devem ser limpos por estas lavadoras, pois causariam danos ao material, principalmente pela possibilidade de deslocamento de lentes a médio/longo prazo (STORZ, 2006).

Segundo a RDC Nº 15 de 15 de março de 2012 da ANVISA, no parágrafo único, do artº 12, diz que produtos para saúde semicríticos utilizados na assistência ventilatória, anestesia e inaloterapia devem ser submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, com produtos saneantes em conformidade com a normatização sanitária, ou por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente.


Os acessórios de assistência ventilatória, tais como circuitos, traqueias, copos de nebulização, umidificadores e inaladores, podem ser limpos, desinfetados e secos em lavadoras termodesinfetadoras, desde que resistam à temperatura de 70ºC. Deve-se ter cuidado na montagem dos racks destes artigos, uma vez que devem ser submetidos à exposição de jatos de água direcionados. A disposição dos artigos deve obedecer a orientação do fabricante e não devem ser aglomerados, dificultando a passagem de água quente.


As lavadoras também são utilizadas na limpeza e desinfecção de utensílios, tais como comadres, papagaios, bacias, cubas, jarros, deverão ser acordados com o Núcleo de Material e Esterilização de cada instituição. Por serem utilizados em grande quantidade e possuírem volume considerável, demandam muito tempo da equipe para o processamento.


BOAS PRÁTICAS EM DESINFECÇÃO FÍSICA


Diversos materiais semicríticos, apesar de constituídos de plástico e acrílico, suportam os parâmetros adotados para desinfecção física. Os parâmetros dos ciclos de desinfecção física devem ser documentados.

Todos os itens com peças removíveis devem ser desmontados antes do carregamento. Certificar-se do contato da água com os lúmens e com a superfície interna de materiais ocos. Materiais delicados ou muito pequenos podem necessitar de cuidados especiais, como acondicioná-los em suportes ou cestos protetores, para evitar perdas e danos durante o processamento.

Ao término do processo de desinfecção, descarregar o equipamento utilizando luvas de procedimento sem talco, evitando ao máximo, a recontaminação dos materiais desinfetados. Dispor os materiais em bancada ou carro desinfetado com álcool a 70% p/v ou protegidos por campo limpo.


Após a desinfecção, os materiais semicríticos devem ser acondicionados em invólucros limpos e atóxicos para proteção do conteúdo até a sua próxima utilização.


Atenção: não se recomenda os acondicionar em embalagens de papel grau cirúrgico ou filme ou outras embalagens destinadas para produtos críticos, a fim de não serem confundidos com materiais esterilizados. Deve ser definida uma data limite de uso para os materiais assim processado.


Podemos destacar alguns equipamentos utilizados na CME para limpeza e desinfeção como:lavadoras ultrassônicas, Termodesifectoras, reprocessadoras de endoscópios, conjunto de pistolas, secadoras de materiais. Todos estes equipamentos a Sanders disponibiliza para você através de venda ou aluguel.


Em nosso próximo post falaremos sobre DESINFECÇÃO QUÍMICA, esperamos que tenha gostado deste material e tenha sido útil, fique atento para não perder a sequência das próximas publicações.

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